 Manuel, Martina, Francisco, Raquel. São histórias de vidas na raia espanhola. Oliventinos que representam diferentes gerações de falantes de um idioma à beira de um precipício, o da extinção. O oliventino, subdialecto português, falado há séculos em Olivença, é actualmente uma quase memória, agarrado às palavras dos mais velhos. Recordam tempos em que o dialecto era sinónimo de conversas soltas, em casa, nas ruas. Palavras que, entretanto, por meados do século XX, se esconderam entre paredes. Há décadas que o oliventino mingua, com redutos sobreviventes nas aldeias e com esperança nos bancos das escolas onde é reabilitado como língua estrangeira. |
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 O arroz carolino é produto português, nascido nos estuários dos rios Sado, Tejo e Mondego, onde a planta da família das gramíneas cresce. Portugal, um dos principais consumidores de arroz da Europa, é apenas auto-suficiente na sua produção do tipo carolino. Apesar de ser português, o arroz carolino, por requerer mais exigências na cozedura, é preterido face ao arroz agulha, de origem asiática. A valorização do produto e estratégias para a fileira do arroz são factores a desenvolver segundo a investigadora auxiliar da Unidade Tecnologia Alimentar Laboratório de Investigação Agrária, Carla Brites. |
 É alimento civilizacional, transversal no tempo e nas sociedades, tão velho quanto a própria revolução agrícola e cultivo dos cereais. Água, sal, trigo, centeio. A massa pede conhecimento, mão firme, forno em equilíbrio de temperatura. O pão, dieta base, simples, encorpando confecções, recebendo outros ingredientes, difere de Norte a Sul do país.
Um conjunto de apontamentos evocativos do pão. Do Nordeste Transmontano ao Alentejo, não esquecendo a casa primeira do pão: O moinho, onde o cereal ganha o nome de farinha.
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 Chás, cafés, conservas, luvas, cartolas. Numa era de comércio de massas há espaços e projectos que não se resignam ao «made in» com marca global e continuam a apostar no produto nacional, fundado na qualidade e num saber fazer geracional.
Lojas onde o atendimento baseado num «bom dia, em que posso ser útil» é palavra de fé, onde o cliente apesar de «ter sempre razão», também sabe ser aconselhado. São, no fundo, espaços que constroem uma memória viva de um comércio que tende a desaparecer. São as nossas lojas com história.
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