Portel - O pão que a arte amassou
«Passeio na Rota das Açordas». Foi através desta iniciativa, que integrou o IV Congresso das Açordas de Portel, que Maria e José Rendeiro falaram da arte de fazer o tradicional pão alentejano. O casal, proprietário de uma padaria em Santana, freguesia do concelho, faz entre 300 a 400 pães por dia. O entusiasmo com que descrevem todo o processo de feitura do pão revela bem que sem gosto não há arte. E o pão alentejano tem, no seu miolo, muito empenho e dedicação.
LER
Nas mesas de Montalegre serve-se pão de centeio
Aspecto rude, como a paisagem de Montalegre. Sabor intenso e massa com uma cor próxima do dourado. O pão de centeio é elemento essencial nas terras do Barroso e ainda hoje se faz, em certas padarias, à moda antiga, sem recurso a máquinas e produtos químicos.
LER
Seia - Conhecer o Pão Político, Social, Religioso e Artístico
Quem entra no Museu do Pão, em Seia, mergulha na história, arte e o património do pão português. Uma visita que se faz pela arte, etnografia, memórias, iconografia e bibliografia. O núcleo possui uma antiga mercearia portuguesa, onde se adquire pão quentinho. Sérgio Carvalho, director científico do Museu, refere que apesar do ciclo do pão se ter «industrializado», a sua importância social mantém-se «fortíssima». «Basta ver a imagética e a força cultural, social e política que lhe está associada», realça.
LER
Moinhos portugueses - Forças do desenvolvimento rural
Eles foram durante gerações elemento intrínseco à paisagem portuguesa, às economias locais. Água, vento, força animal moviam milhares de moinhos de Norte a Sul do país. Estruturas assentes numa tecnologia arcaica, embora eficiente e engenhosa. Num século XXI que parece fadado a render-se a formas de energia mais «limpas», fomos conhecer que futuro se guarda para os moinhos portugueses.
LER