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Portugal a Pé

Reportagens em exclusivo feitas com os caminhos que o jornalista Nuno Ferreira traçou no seu Portugal a Pé. Rostos, paisagens, tradições e uma visão esclarecida de um Portugal que continua a minguar.

Nuno Ferreira | segunda-feira, 21 de Junho de 2010

O andarilho:
Nuno Ferreira nasceu em Aveiro em 1962. Licenciou-se em comunicação social na Universidade Nova de Lisboa. Foi colaborador permanente do semanário Expresso de 86 a 89, ano em que ingressou nos quadros do jornal Público (até 2006). Nos últimos 20 anos fez reportagens de cariz social. No Jornal Público manteve uma crónica satírica intitulada “Ficções do País Obscuro” e escreveu sobre música popular americana. Recebeu, entre outros, o Prémio de Jornalismo de Viagem do Clube de Jornalistas do Porto com o trabalho «Route 66 a Estrada da América» (1996). No ano seguinte recebeu o Prémio de Jornalismo de Viagem do Clube Português de Imprensa com o trabalho «A Índia de Comboio». Em 2007 publicou conjuntamente com Pedro Faria o livro «Ao Volante do Poder».




Portugal a Pé - De Torre de Moncorvo a Mogadouro
Sob o vento gelado de Fevereiro, Nuno Ferreira larga Torre de Moncorvo pela eco-pista onde dantes existiu a antiga linha do Sabor e junto à qual Lauro António, em 1978, filmou uma cena marcante do filme «Manhã Submersa». Em Carviçais vai à procura da famosa posta à mirandesa do «Artur» e termina a cruzar lameiros e choupos e ribeiras límpidas a caminho de Mogadouro. LER





Portugal a Pé - «Mais uma tarte de alfarroba, por favor...»
Algarve, Março de 2008. Depois de atravessar as localidades sonolentas do Barrocal coleccionando motorizadas antigas e platibandas, Nuno Ferreira desagua na EN 270 onde é envolto no movimento de carros e camiões que se dirigem de e para Loulé. Acaba o dia numa celebração cara e gastronómica na Casa Paixanito entre carapaus alimados e xerém de berbigão. LER





Portugal a Pé - Em Castelejo, na nossa costa selvagem
Entre o verde-garrafa do mar e as arribas selvagens esverdeadas e negras onde se escondem espécies como o falcão peregrino ou a águia-pesqueira, a praia de Castelejo, na Costa Vicentina é um espectáculo de cores. A natureza em estado puro. Caminhar ali na época baixa, sem os constrangimentos, é puro prazer. LER





Portugal a Pé - «És português? Andas a passear?»*
Por vezes, em zonas recônditas do território nacional, foi difícil a Nuno Ferreira explicar que tudo o que ali andava a fazer era atravessar o Portugal dito profundo em busca dos seus últimos habitantes. Quando se anda de mochila às costas em áreas muito desertificadas, o medo cerca o forasteiro. LER





Porque atravessei Portugal a pé
Agora que se aproxima a publicação em livro das peripécias da sua travessia, Nuno Ferreira explica as razões que o levaram a caminhar pelo país de sul a norte, por entre serras e searas, à redescoberta de um país definitivamente belo e rico em tradições culturais que a ventania de novo-riquismo não venceu. LER





Portugal a Pé - A noite de todas as concertinas
As Feiras Novas, em Ponte de Lima, voltaram, em 2011, a ser a prova cabal de que há muito mais Portugal e cultura popular portuguesa para lá da imagem de país deprimido e macambúzio que alguns nos querem atribuir. Milhares e milhares de pessoas dançaram e cantaram ao som das dezenas e dezenas de rusgas de concertinas num ambiente imparável de folia. LER





Portugal a Pé - Até ao Gerês pela Serra Amarela
Os incêndios devastaram a Serra Amarela no Verão de 2010. Nuno Ferreira atravessa uma paisagem desolada, pintada a carvão, os garranos alimentando-se nas zonas de pasto não consumidas pelo fogo. As cores outonais regressam no Campo do Gerês e na Mata de Albergaria num dia de chuva torrencial. As folhas retalhadas e amarelas dos carvalhos cintilam sobre as cascatas em fúria: «bruuuuummmmm...» LER





Portugal a Pé - À sombra do Monte Farinha
À medida que vai caminhando pelo Parque Natural do Alvão, Nuno Ferreira encontra um antigo carteiro de Bilhó que lhe conta como transportava o correio veredas acima no tempo em que não existia estrada. Atravessa um território de cascatas, que inclui as Fisgas do Ermelo e acaba no outro lado da serra, do lado de Vila Real, junto a um pastor: «Viste algum lobo?». LER





Portugal a Pé - Entre o Douro e Montemuro na EN 222
Na Régua os termómetros marcam 38 graus. A concha vinhateira vai ficando para trás na EN 222, a caminho de Resende, terra da cereja. O Douro serpenteia lá em baixo acompanhado pelas faldas de Montemuro de onde espreita São Martinho de Mouros e descaem os rios Cabrum e Bestança. Em Cinfães, ao fim de tarde, nada como sentar numa esplanada e apreciar o pôr-do-sol dos lados do Marão, no concelho de Baião. LER





Portugal a Pé - «Suba aí para cima e agarre-se bem»
Novembro de 2008. Entre Manteigas e Folgosinho, sob uma temperatura de cerca de três graus, Nuno Ferreira encontra alguns dos últimos pastores da Serra da Estrela num cenário onde coabitam centeio, as águas geladas de um Mondego precoce e as bétulas do Covão da Ponte. No fim do dia, perde-se e acaba a descer até Folgosinho em cima dos toros de madeira de uma camioneta. LER





Portugal a Pé - De São Macário às margens do Rio Paiva
Do topo da Serra de São Macário, Nuno Ferreira desceu até às bandas verdejantes do Rio Paiva por Sequeiros e Nodar, uma aldeia de residências artísticas encaixada numa paisagem deslumbrante. Aí, conheceu o velho pescador de bogas Ti António de Reriz que lhe falou dos tempos em que corria o Paiva de Moimenta da Beira à foz. Na outra margem, a freguesia de Cabril, Castro Daire, vive à espera que alguém se interesse pela aldeia abandonada de Levadas. Já foi objecto de projectos turísticos mas os donos das velhas casas não querem vender. LER




Portugal a Pé - Na Aldeia da Pena, onde «o morto matou o vivo»
Nuno Ferreira chega ao topo da Serra de São Macário e desce por ali abaixo até aquela mancha de telhados de lousa perdida no fundo de um vale que dá pelo nome de Aldeia da Pena. Quase desertificada, a povoação ganhou nova vida com a fixação no local da família do cozinheiro Alfredo Brito. Graças a uma reportagem na RTP, a filha mais nova tornou-se «a menina da Pena». LER





Portugal a Pé - «A serra é como o Algarve, a serra paga-se»
Nuno Ferreira desfila memórias de viagens passadas e recorda uma subida da Covilhã às Penhas da Saúde nas vésperas do Dia de São Martinho. No Parque de Campismo do Pião um grupo de crianças reunidas num magusto escolar oferece-lhe castanhas. Ao dobrar uma curva, quase leva com um ciclista que desce até à cidade a toda a velocidade. Colecciona penedos, pinheiros bravos e carvalhos até encontrar Joaquim, pastor, a guardar 250 ovelhas e cabras: «Nunca tive férias e nunca fui ao mar. Pagas-me uma cerveja?» LER




Portugal a Pé - Pelo Guadiana acima

Em Vila Real de Santo António, uma povoação pensada e executada a esquadro, Nuno Ferreira acaba sempre por regressar à muito central Praça Marquês de Pombal. O caminho para norte far-se-á depois junto ao sapal de Castro Marim, e por etapas bucólicas ao longo do rio Guadiana. O caminhante mata a fome em Foz de Odeleite e acaba a mergulhar em Guerreiros do Rio onde a pesca já praticamente só existe em museu. LER




Portugal a pé - A Zimbreira também é Portugal

Chegado a Mação num dia de insuportável calor de Julho de 2008, Nuno Ferreira decide rumar a leste. Depois de um desencontro em Envendos com um presidente da junta de freguesia dorminhoco, ruma à Zimbreira e à cascata do Pêgo da Rainha. O desânimo termina quando no fim de uma rua encontra o Café Portela onde «O Sol quando nasce é para todos». LER




Portugal a Pé - «Trabalhar ao vivo é mais bonito»

Maria Luísa Palmela e a sua oficina de bonecos de barros tradicionais em pleno centro de Estremoz atraíram Nuno Ferreira nas suas deambulações pela cidade. Num ápice, o jornalista ficou a saber que ali, na Rua Brito Capêlo, estava muito mais do que uma oficina. É lá que se mantém há muitos anos a família de oleiros Alfacinha. Esta foi responsável há mais de 70 anos pela recuperação da tradição. LER




Portugal a Pé - Nas estradas solitárias do Alto Alentejo
De Estremoz a Cabeço de Vide, Nuno Ferreira atravessa uma região sonolenta e pacata, séculos atrás marcada pela Guerra da Restauração mas hoje mergulhada na apatia. Ali, onde nada acontece, há todo o tempo do mundo. À noite, do topo da Serra de São Miguel, em Sousel, apreciam-se as estrelas e as luzes perdidas de Santa Vitória do Ameixial, Cano, Sousel, Fronteira. LER




Portugal a Pé - «O Ministério da Cultura? Não manda para cá nenhum graveto»
«Abalei do Alentejo/ Olhei para trás chorando/ Alentejo da minha alma/ tão longe me vais ficando». Nuno Ferreira faz uma viagem emocional ao Alentejo encostado à fronteira. Na Amareleja, arredada de todas as notícias, há homens e mulheres plenos de histórias e de cante na voz. O jornalista escuta histórias de abandono e deixa «este canto deserto, envelhecido e esquecido do país, com um nó no estômago». LER




Portugal a pé - Um latoeiro no seu labirinto
Em Tavira, Nuno Ferreira tropeça na oficina do veterano latoeiro Aníbal, um autêntico sortido de cores e imaginação. Onde dantes construía alcatruzes e noras, concebe lagostas e caranguejos, cataventos, barcos, pássaros, baleias. «O que os outros não querem, eu transformo». Mais tarde, mergulha na tranquilidade da noite da cidade do Gilão. Despede-se da zona com um mergulho nas águas do Pego do Inferno. LER





Portugal a Pé - Em Marmelete os novos abalam para a cidade e os velhos para o céu
Nuno Ferreira sobe de Aljezur até à aldeia serrana de Marmelete, em plena Serra de Monchique, para descobrir uma população deprimida, onde cada vez são menos as crianças. Os empregos estão no litoral, em Portimão ou Albufeira e a serra ainda sofre as consequências da devastação do último grande incêndio. Ao fim de quilómetros de eucaliptos e medronheiros, de uma passagem no obscuro vale de Romeiras e de uma mirada à Barragem da Bravura, desagua no tráfico imparável e desordenado da Estrada Nacional 125 em Odiáxere. LER




Portugal a Pé - Um ano de viagem no Café Portugal
Foi há cerca de um ano que comecei a relatar em crónicas, aqui no Café Portugal, muitas das experiências vividas durante a minha viagem por Portugal a pé. Foi uma viagem bem mais longa pelo que resta do que nos habituámos a classificar de Portugal real ou Portugal profundo. LER





Portugal a Pé - No Algarve onde vencem «os monstros de cimento»
O périplo de Nuno Ferreira começa, desta feita, com um reencontro de turistas em Alvor, longe de outras conversas na serra de Monchique. Ao retomar marcha, o jornalista lança-se num passeio nocturno. Na vila piscatória não se vê vivalma. Uns quilómetros mais à frente, na Praia da Rocha, o Portugal a Pé comprova que, ali, uma noite fria de Março pode ser «bem solitária» e que há muito que os «monstros de cimento venceram a batalha sobre o campo e a praia». LER




Portugal a Pé - Três minutos para reencontrar o país em extinção

A pretexto de um documentário de três minutos para o canal Discovery sobre o seu Portugal a Pé, Nuno Ferreira retoma caminhos. Rememora um percurso de dois anos pelo país a que, à falta de outros termos, nos habituámos a chamar «Portugal profundo». Uma viagem de sete dias com alguns felizes reencontros: o «Chico Fitas», o Rogério Portela, o Alfredo de Brito, o Henrique Amaral. Quem são? Resistentes num país sem shoppings e esquecido nas notícias. LER




Portugal a pé - Mina de São Domingos votada ao abandono
Nuno Ferreira visita a Mina de São Domingos, Alentejo, encerrada desde 1968. Onde antes havia uma actividade económica dinâmica, o jornalista encontrou destruição e abandono. A aldeia mineira renasce aos poucos com pilares assentes no turismo. O Portugal a Pé percorreu os trilhos entre o Pomarão, aldeia junto ao Rio Guadiana, e a Mina de São Domingos, encetando conversa com quem viveu do trabalho de extrair minério da terra. LER




Portugal a Pé - No coração do fim da Europa onde descansa o monstro sagrado
Nuno Ferreira abeira-se das falésias traiçoeiras junto a Sagres e ao «corpo maciço da fortaleza», qual «monstro sagrado». Um lugar que acompanha as memórias do jornalista desde os bancos de escola. Depois, a recta final até ao Cabo de São Vicente. Rocha cortada a pique sobre o oceano, maresia, vento. Contraste com as hordas de turistas que se abeiram deste termo do Velho Continente e com a descoberta de um pequeno zoo de empalhados. LER




Portugal a Pé - «Não se resignem, combatam a desertificação!»
Numa estrada alentejana, Nuno Ferreira pensa em debater opções estratégicas sobre as finanças nacionais. Mas com quem? A estrada devolve-lhe somente interlocutores improváveis: vacas, cabras, cães. A paisagem é imagem acabada da desertificação humana. Um périplo sob a canícula que termina num «Oásis» e numa advertência: «tenha contenção, Tenha tento na língua?». LER





Portugal a Pé - E com o primeiro foguete começa a montaria
Em época de montarias no interior de Portugal, Nuno Ferreira embarca numa caçada ao javali. Descobre histórias em torno da «paixão viciante» pela caça; uma organização que obedece a regras, estratégias e rituais próprios. No campo, há primeiro o silêncio, depois um jogo primevo entre presa e predador. «Bum bum bum, começa a guerra» VER




Portugal a Pé - Na «serra mais esquecida de Portugal»
Se Montemuro foi sempre a «serra mais esquecida de Portugal», a freguesia de Cabril, a 28 quilómetros da sede de concelho, Castro Daire, e perto do concelho de Arouca, fica longe de tudo, encaixada entre a margem direita do Rio Paiva e as faldas da serra. Pouco mais de 500 habitantes vivem num território de 22 quilómetros quadrados muito marcado pela emigração. Nuno Ferreira percorreu estes caminhos esquecidos. VER




Portugal a Pé - Em Podence ainda mandam os caretos
Nuno Ferreira faz-se aos caminhos do Entrudo nacional. Viaja até Trás-os-Montes, ao concelho de Macedo de Cavaleiros. Aí, em Podence encontra um carnaval chocalheiro. Há caretos e, com eles, as máscaras coloridas de latão ou madeira, fatos de lã vermelha, verde, amarela, envergados da cabeça aos pés. À cintura chocalhos e bandoleiras. Um relato que inclui «banhos de formigas». VER




Portugal a Pé - O que diria Ferreira de Castro destas rotundas?

Um percurso de Nuno Ferreira que se emaranha em duas realidades. Primeiro, na mata labiríntica que cobre as dunas de Ovar. Próximo, ondas sedutoras e sussurrantes. Depois, no interior do distrito de Aveiro, nas proximidades de Oliveira de Azemeis, com rios de asfalto e o caos urbanístico naquilo que outrora terá sido um vale bucólico. Prédios, muito azulejo, terraços em cimento, zinco. Um lugar outrora dito por Ferreira de Castro como a «Suíça portuguesa».VER



Portugal a Pé - Viagem ao fim-de-semana de todas as festas
Nuno Ferreira recorda um Agosto que introduziu uma inoportuna chuva em dia de festa nos lugares do Pinhal Interior. Cenário tristonho que não afastou, contudo, as memórias do dia anterior: sol pleno, ecos de música popular, aldeias que renascem com a chegada dos «luso-franceses». Um périplo onde não falta uma incursão pelo mais criativo da nossa toponímia. VER




Portugal a Pé - Num Algarve onde as estevas e as pedras vão substituindo as gentes
Vamos encontrar Nuno Ferreira a Sul, no caminho entre Castro Marim e Alcoutim. À beira do Guadiana o jornalista recolhe histórias: de Reformas de miséria, de um rio onde já não se pesca, de territórios tornados desertos humanos. Um périplo com salto de fronteira incluído. Na vizinha Espanha um encontro com um Sancho Pança andaluz. VER




Portugal a Pé - No Alentejo com Karaoke, paixões desfeitas e muito fogo
Nem o calor assassino de Julho de 2008 dissuadiu as andanças de Nuno Ferreira, o «senhor com uma coisa às costas». Desta feita o périplo faz-se por terras alentejanas. Em Gavião, um encontro com as festas populares. Já em Nisa e Mação, histórias com cantorias de karaoke, crimes passionais e muito fogo.VER




Portugal a Pé - Em Miranda há gaitas, zabumbas e sanfonas
Nuno Ferreira faz uma incursão pelos sons de Miranda do Douro, tornados símbolo e orgulho desta região da raia. Uma viagem, acompanhada pelo vento invernal, até à aldeia de Constantim, pouco mais de 140 habitantes. Na localidade, um encontro com Célio, um construtor e impulsionador da gaita-de-foles. Uma conversa que se tornou uma verdadeira lição. VER





Portugal a Pé - Nas minas da Panasqueira com conversas de engenheiros
Nuno Ferreira calcorreia o concelho de Pampilhosa da Serra com tempo para matutar nas estatísticas da desertificação humana. Números dramáticos. Já no concelho da Covilhã, no restaurante «Gasómetro», o jornalista «tropeça» em conversas de engenheiros e reverências beatas. VER




Portugal a Pé - Na Serra da Lousã com «neveiros», castanhas e amor entre javalis
Nuno Ferreira enceta uma jornada que desde Castanheira de Pêra ruma a Góis. Um encontro com a «liberdade suprema da serra» da Lousã. De premeio, conversas sobre o preço da castanha e a descoberta dos «neveiros», estruturas em pedra que guardavam a neve que, nos verões, servia a corte. VER




Portugal a Pé - No Café Guadiana cantou o Xico Rouxinol
Nuno Ferreira embarca nas conversas da Tertúlia do Café Guadiana, em Mértola. Viaja pelas memórias da Mina de São Domingos, as campanhas do trigo que fizeram na vila alentejana um «celeiro». O café, em si, é um histórico do lugar onde abancam personagens como o Xico Rouxinol: embarcadiço, pedreiro, calceteiro, pintor, e contrabandista. VER




Portugal a Pé - No «Portas Bar» onde o horizonte é infinito
No concelho de Castro Daire, Nuno Ferreira não consegue evitar a pergunta sacramental: «onde estão as pessoas?». Isto depois de constatar uma paisagem feita de casas fechadas, numa suspensão de vida, risos e regressos de Verão. Uma viagem pelos contrafortes da serra de Montemuro que acaba numa conversa com Eduardo Pereira, homem de muitas profissões, gerente do «Portas Bar». Para o jornalista o lugar foi uma «pequena miragem em cimento». VER




Portugal a Pé - Memórias do contrabando no lugar mais a norte de Portugal
Nuno Ferreira empreende, sob céu pesado, uma viagem em direcção ao ponto mais a norte de Portugal. Uma jornada que começa nas alturas, na Peneda, para encarreirar numa estrada que, sendo portuguesa, parece aninhar-se em paisagem galega. Finalmente Cevide, o lugar mais a norte de Portugal, para escutar memórias do contrabando. VER




Portugal a Pé - No Cachão da Valeira boiaram as saias da «Ferreirinha»
Assim é o Douro, um rio sempre pronto para aventuras e para reabilitar velhas histórias. Nuno Ferreira percorre a «toalha azul». Recorda episódios dramáticos em São Xisto, saboreia o silêncio, atreve-se na história do temível Cachão da Valeira, cruzando-a com o destino aziago do Barão de Forester e a sorte da «Ferreirinha». Um Portugal a Pé que enfrenta o negrume do Túnel da Valeira. VER




Portugal a Pé - «Agora, até os que emigraram estão mais pobres»
Nuno Ferreira vai ao encontro de histórias de emigração em Torre de Moncorvo e Mogadouro. De «pobres que enriqueceram, de ricos que ficaram na mesma», de sortidas «cá e lá», entre Portugal e França. Histórias daqueles que também ficaram e que, com teimosia, revelam o seu «acto de resistência». VER





Portugal a Pé - No Pulo do Lobo onde o Guadiana se «engasga»
Nuno Ferreira recorda uma Primavera alentejana, «benigna e precoce», uma caminhada até às quedas de água do Pulo do Lobo. Conversas carregadas de memórias: a lampreia que já não aparece; os montes despidos de gente, as mortes nas pedras traiçoeiras. VER





Portugal a Pé - «Lá se foi o Manel, era o seu destino...»
Manuel do Colmeal morreu. Nas serranias beirãs junta-se a população. Os funerais são uma oportunidade para os cada vez menos habitantes se reunirem. Desenrolam-se as conversas sobre o fatal destino. No ar sopra o «vxxxxxhhhhh...» das eólicas, fantasmas brancos sobre Colmeal, concelho de Góis. O Nuno Ferreira estava lá. VER





Portugal a Pé - Atravessar o «queijo suíço da nação»
Uma jornada em tons branco mármore, desde o Alandroal até Estremoz . A Nuno Ferreira ficou a sensação de atravessar o «queijo suíço da nação». Montes esventrados, escavadoras, mármore retalhado. Um horizonte salvo, já entre muralhas, onde vive a criatividade. VER





Portugal a Pé - Com os mestres canteiros que retocaram Notre Dâme

Nuno Ferreira faz uma caminhada em busca de acordes regionais. Depois de gorada a intenção de entrevistar um dos últimos acordeonistas tradicionais do Algarve, o jornalista acaba à conversa com os mestres de cantaria de Santa Barbara de Nexe. Histórias de vida que deixaram obra em França, no palácio de Versailles e na catedral de Notre Dâme. VER




Portugal a Pé - Onde nadam as sereias sem «perilimpimpins» de grande cidade
Do topo da serra do Buçaco, Nuno Ferreira parte à conquista do mar da Gândara. O jornalista percorre a linha de costa: Vagos, Vagueira, Torreira sempre em contacto com pescadores veteranos da arte xávega. Conversas com mulheres e homens que «são gente calejada, de falas simples, secas, sem rodeios nem ironias nem perilimpimpins de grande cidade». VER





Portugal a Pé - E a neve pintou a paisagem

O frio espicaça os apetites à mesa de Nuno Ferreira. Céus baixos e sombrios, águas a cristalizar em gelo, pedem, entre paredes, posta mirandesa, cozido à portuguesa, papas de sarrabulho. Este início de Outono fez as vontades ao nosso viajante, com o primeiro nevão na Estrela. Momento para recordar outras caminhadas com a neve a pintar a paisagem. VER VER GALERIA




Portugal a Pé - No Salto da Pega um «bzzzz» seguido de um «catrapás»

Por vezes estão mal assinaladas, outras vezes são um segredo bem guardado das populações. As cascatas conseguem fazer Nuno Ferreira parar no seu Portugal a Pé. Nessas alturas não hesita em mergulhar nestes «monumentos à natureza». Experiências revigorantes que também guardam algumas decepções e peripécias. VER       VER GALERIA




Portugal a Pé - Broa e monelhas «made in» Minho

Pelo Alto Minho, onde a broa de milho, de tão boa, se vê premiada além-fronteira. Onde os ares são revigorantes, mas «a vida do campo é escrava». Onde na Tasca do Delfim, um santuário pagão de concertinas, toca o mundo inteiro. Uma terra que exporta para França e Canadá «almofadas» tecidas em lã para conforto dos bois. Custa a crer? O Nuno Ferreira explica. VER



Portugal a Pé - Em Viana frente a um oceano tornado espuma
Afoito, Nuno Ferreira, vence todos os medos e percorre em dias de borrasca o litoral minhoto, próximo a Viana do Castelo. Caídos os alertas laranja de mau tempo, o jornalista depara-se com céus lavados e sol bonançoso já próximo a Vila Praia de Âncora. Momento para descobrir fainas com sabor a Verão. VER




Portugal a Pé - «Esta gente nova não se acredita»
Ti Mané, antigo pastor no Douro, Ângelo Arribas, mestre da gaita-de-foles em Miranda do Douro, Ti Fernando que andou no contrabando para os lados de Vinhais. Todos contam ao jornalista Nuno Ferreira histórias de vidas duras. Homens que não escondem um sorriso quando ouvem falar da crise de hoje. «Dizem que a vida está má...e no nosso tempo?» VER




As «traseiras indignas» de Portugal
As viagens de Nuno ferreira levam-nos com frequência a descobrir aquele Portugal que existindo, não o queremos ver. As imagens que o turismo nunca exibe. Um rio tornado lixeira, florestas que desaparecem pasto do fogo, um litoral escavado, os fumos brancos da indústria da celulose corrompendo a paisagem.
Descobrir as entranhas de Portugal pode ser um processo bastante doloroso.VER



Concertinas e desgarradas em Ponte de Lima
Uma viagem ao mundo das desgarradas e das rivalidades entre verdadeiros «galos cantantes». Versos que correm endiabrados atraindo multidões, mesmo quando o despique se faz numa pastelaria. Uma parada de versos que soa a hostilidade por altura das Feiras Novas em Ponte de Lima. Inspiração que pede um «grão na asa» como explica Pedro Caxadinho ao jornalista Nuno Ferreira. VER




«Ti Henrique» no último Poço da Morte em Portugal
Aos 80 anos «Ti Henrique» gira como um pião enlouquecido no seu Poço da Morte, o último dos quatro que existiam em Portugal. Sobre a mota, de olhos vendados, o octogenário agita com bravata a bandeira nacional. Um namoro com o risco que nasceu há mais de 70 anos numa feira em Viseu. Nuno Ferreira encontra Henrique Amaral nas Feiras Novas de Ponte de Lima onde junta uma tribo de aficionados. VER



Entre as últimas tabernas do Alentejo
«Senta-te aí homem e bebe qualquer coisa». Um desafio multiplicado muitas vezes nas estradas alentejanas. À mesa, nas tabernas, Nuno Ferreira, entabula conversas com poetas populares, com um «secretário» de taxista. Acaba na Taberna Museu do Zé Pata Curta. Tudo «empurrado» a copos de tinto e a petisco. VER




Em Covas do Monte onde as cabras saltam como pipocas
Evita o Portal do Inferno, segue planalto fora, contorna o perfil enrugado da montanha para os lados de Arouca. Nuno Ferreira leva como meta Covas do Monte e a promessa de um encontro inusitado: 2500 cabras. Súbito os animais «saltam como pipocas», evadidos de estevas e urzes e pedernias. Depois, a localidade e conversas com habitantes que fazem do mundo exterior à aldeia, um universo longínquo e nebuloso. VER



 
Os heróis do património semi-abandonado
Num estado sem verba para funcionários muitas chaves de igrejas, mosteiros, capelas, ficam entregues às populações. Tornam-se guardiãs de um espólio riquíssimo e de muitas histórias. Digam-no o senhor António, em Tarouca, o padre Teixeira, em Salzedas, a Dona Rosa, em Ucanha. Histórias que quase converteram o jornalista Nuno Ferreira em guia turístico. VER




No fim da linha ou o que resta do nosso caminho-de-ferro
Saturado da Nacional 125 repleta de anúncios a um «Allgarve», terra de fantasia, Nuno Ferreira faz-se a caminhos menos buliçosos e a dois encontros: com uma estação de caminho-de-ferro enferrujado e com um alemão apaixonado por aquela decadência condenada a desaparecer. Mote para uma viagem ao fim de uma era sem glória para velhos carris e estações com azulejos. VER




«Era você a subir a Serra? Está muito calor...»
As recomendações devido às altas temperaturas de um Verão quente soam em todos os noticiários. É neste cenário que Nuno Ferreira recorda as suas incursões por Portugal, quando os termómetros marcam perto dos 40 graus centígrados. Ofertas de boleia surgiram, olhares de espanto admiraram-no mas, apesar do manto de calor que lhe cobria o corpo, o jornalista continuou a percorrer Portugal a Pé. VER




Da estranheza às boas-vindas calorosas
«Primeiro estranha-se, depois entranha-se», dizia Fernando Pessoa. A mensagem foi percebida pelo jornalista Nuno Ferreira durante a sua viagem por Portugal a Pé. Esta semana revisita memórias de dois anos a percorrer o País de mochila às costas. As histórias variam desde as desconfianças de um País interior pouco habituado a mudanças até às boas-vindas dadas, sobretudo, após divulgação do seu projecto, por meios de comunicação social. VER




Osvaldinho entre bolos e muitos golos do Guimarães
Uma crónica que começa ao balcão de uma pastelaria. Nuno Ferreira não fala de bolos, fala de glórias passadas do Futebol do Guimarães com o incontornável Osvaldinho. Depois, já na estrada, coscuvilhices com Santos; antes de um mergulho num mar de milho próximo a Barcelos. Vistas oceânicas que terminam num outro horizonte marítimo: o Atlântico, desde a praia minhota da Apúlia. VER



A sensação de um «formigueiro» chamado Minho
Com um adeus ao Douro, Nuno Ferreira, enceta caminho em direcção ao Minho. Um território «formigueiro»: povoações que se sucedem num laço interminável. Ruas e ruelas, vinhas e muros. Lugares de nomes improváveis, como Figueiró da Lixa. Finalmente Guimarães e um encontro de estrada com outro «Portugal a Pé», de nome Norman. Um holandês que se assemelha a «um jacto prestes a decolar». VER




Na Feira da Malhada com chegas, mezinhas e comes e bebes

Por terras de Cinfães, depois de percorrer curvas e contra curvas do rio Douro, Nuno Ferreira assiste a uma luta ciclópica: os bois batem-se numa «Chega» na Feira da Malhada. O lugar é um mar de cor: toldos, caravanas, carrinhas de caixa aberta. Uma multidão num espaço onde tudo se vende. Até a cura para as piores bebedeiras. VER  VER GALERIA





No Marão, perdido e à beira do precipício
A Serra do Marão cobrou ao jornalista Nuno Ferreira a fama de traiçoeira: Um carreiro que descambou num mar de giestas, um fim da tarde de desnorte, entre fragas, rodeado de vegetação alta, sem solução à vista. O Nuno gritou. Ninguém o ouvia. Finalmente conseguiu enviar um apelo. Nuno teve à sua procura, durante horas, os bombeiros de Baião, Santa Marinha do Zêzere, Régua. Uma história à beira do precipício com heróis com nome: Nelson Carvalho e Zé António.
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«Andas a passear? Já viste algum lobo?»

Descendo a serra do Alvão, o jornalista Nuno Ferreira encontra despovoamento em aldeias de pedra e colmo onde já ninguém quer viver, onde a aparição de um ser humano é «uma chama a cintilar no vento, um pavio que se apaga». Já às portas de Vila Real, assome à localidade desde as alturas num silêncio matinal só interrompido pelo altifalante do peixeiro. Antes, nos caminhos, histórias de lobos, de burros que bebem vinho por palhinhas e de terras onde um nascimento vale mil euros. VER       VER GALERIA




«Obrigado Senhora da Graça!»
A sombra tutelar do Monte Farinha, a encavalitar o santuário da Senhora da Graça, tanto perseguiu os passos do jornalista Nuno Ferreira que este lança-se com músculo e vontade no encalço das alturas. No cimo, num restaurante, a televisão sintoniza um jogo de goleada entre Portugal e Coreia do Norte. Terá havido milagre?
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Em busca do Nariz do Mundo

A procura do desfiladeiro do Nariz do Mundo propiciou ao jornalista Nuno Ferreira uma jornada surreal pelo seu Portugal a Pé. Aldeias semi-desertas com nomes como Uz ou Meijoadela; incidentes diplomáticos envolvendo territórios de vacas e cavalos; conversas com um quase paleontólogo e antropólogo. Finalmente, as vistas de um rochedo. Mas será o Nariz do Mundo? VER   VER GALERIA





«Uh, o contrabando é uma longa história»
Ti Fernando de Casares passava nos carreiros de bicicleta às costas; Bento Barroso Grilo passava na fronteira máquinas de jogo para o Casino da Póvoa. Duas histórias que só a raia produz. O jornalista Nuno Ferreira a bordejar a fronteira transmontana traz-nos relatos do contrabando de outrora. VER





Encontrar os contadores dos tempos que acabaram

O jornalista Nuno Ferreira deixa o concelho de Montalegre. Tempo para rememorar caminhos e conversas. Diz: «vieram-me à memória cenários, frases soltas, personagens, contadores de histórias que ia deixar para trás». Paramos para escutar. VER   VER GALERIA





Calcorrear «território de perigo e adrenalina em pedra»

Uma reportagem do jornalista Nuno Ferreira que das águas da Barragem de Paradela, parte para histórias de um território que obriga a colocar pés na aventura. No concelho de Montalegre a montanha pode ser um destino perigoso. Relevos contorcidos, sob céus de neve e luz. VER   VER GALERIA





Inventar vida onde ela não existe

Por Trás-os-Montes continua a pé o jornalista Nuno Ferreira nesta segunda crónica para o Café Portugal. No mapa traçam-se caminhos afastados dos roteiros óbvios. Montalegre, Vinhais, Palas, lugares arredados do rebuliço que o Nuno trilha, também, através dos olhos de quem lá vive. VER   VER GALERIA





«Atão, nem uma bicicleta tem?»

 Um retrato escrito na «estrada», endereçado desde Trás-os-Montes, a caminho das alturas, a 1500 metros, da Serra do Larouco. Uma reportagem que também parte da memória dos muitos caminhos encetados desde 2008. VER   VER GALERIA










  

Comentários Comentários (3)
sexta-feira, 14 de Outubro de 2011 | ana devito
Basto
a propòsito: diz-se Basto e não Bastos como vem repetidamente referido, porque quando o dito cujo chegou aquela região e a submeteu ao seu dominio (Cabeceiras, Mondim e Celorico) teria dito: "aqui BASTO eu!"
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