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APRODER - Associação apoia desenvolvimento do Ribatejo das tradições

Mel, enchidos, vinho são alguns produtos produzidos no Ribatejo, nomeadamente nos concelhos de Santarém, Azambuja, Rio Maior e Cartaxo. Esta é a área de intervenção da Associação para a Promoção do Desenvolvimento Rural do Ribatejo que visa promover os produtos regionais enquanto actividade económica e atractivo turístico.

Sara Pelicano; fotos - APRODER | sexta-feira, 16 de Julho de 2010

A Associação para a Promoção do Desenvolvimento Rural do Ribatejo (APRODER), constituída em 1992, visa promover os produtos característicos da região e dar apoio no desenvolvimento de projectos realizados ao abrigo do subprograma três do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural). A zona de intervenção da APRODER abrange os concelhos de Santarém, Azambuja, Rio Maior e Cartaxo, que podem tirar benefícios da proximidade de Lisboa, defende o coordenador da associação, João Tomaz.

«Temos um potencial grande porque estamos muito perto de Lisboa e usufruímos de bons acessos, quer rodoviários, quer ferroviários», diz o coordenador. Esta proximidade tem ainda contribuído para combater a desertificação das zonas rurais. João Tomaz explica: «provavelmente, das populações originais destes territórios há alguma desertificação, que é, de alguma maneira compensada por pessoas que são de Lisboa e ou que trabalham lá. Estas pessoas compram muitas vezes casa, por exemplo na Azambuja e Cartaxo, para segunda habitação, mas rapidamente se torna primeira, acabando por fixar residência nestas zonas rurais muito próximas da capital».

A APRODER, fundada por entidades como a Associação de Agricultores do Ribatejo, Associação de Produtores Agrícolas da Região de Rio Maior, Parque Natural das Serras d' Aire e Candeeiros e Instituto Politécnico de Santarém, pode ter como associados entidades que desenvolvam a sua actividades na zona de intervenção (concelhos de Azambuja, Cartaxo, Rio Maior e Santarém) e tenham como finalidade o desenvolvimento rural e local da referida zona.

Os interessados em associar-se devem dirigir uma carta ao Órgão de Gestão da APRODER a pedir a sua adesão. No entanto, os apoios geridos pela APRODER «não se destinam apenas aos seus associados mas sim a todas as entidades que cumpram os requisitos impostos pelo subprograma 3 do PRODER para as várias acções. Estes requisitos e a forma de concorrer encontram-se descritos com detalhe no site da APRODER».

O trabalho da associação recai sobre a promoção e valorização «de produtos típicos de qualidade, sobretudo agro-alimentares, como queijos, enchidos e mel, mas trabalhamos também com artesanato», conta João Tomaz.

O responsável confessa que este é um trabalho relevante, tendo em conta que «as pessoas não têm informação suficiente para divulgar os seus produtos. E, muitas vezes, elas próprias não acreditam no valor desses produtos. Têm dificuldades em perceber que, para um pessoa da cidade, o produto pode ser altamente atractivo».

Para colmatar a falta de informação e de crença nos produtos, a associação ribatejana organiza «encontros onde damos a conhecer os programas de desenvolvimento com que trabalhamos e ouvimos as opiniões de potenciais promotores de projectos», conta João Tomaz.

A promoção dos produtos ribatejanos é feita essencialmente em feiras de todo o País. A APRODER estende ainda funções ao desenvolvimento de «projectos de turismo em espaço rural, de explorações agrícolas para diversificação de actividades, e ainda projectos que visam a melhoria da qualidade vida das populações, como instituições de solidariedade, e de preservação do meio ambiente», diz João Tomaz.

Ao longo dos 18 anos de actividades, muitos são os projectos que a APRODER viu nascer. Alguns exemplos passam pelo estudo da cultura da batata na região, desenvolvido pela Associação de Agricultores do Ribatejo, a Junta de Freguesia da Alcanede arranjou a ponte romana e a área envolvente, o Centro de Convívio Cultural e Desporto das Abitureiras fez uma edição em cassete áudio de cantares regionais. Entre os projectos contam-se, também, a recuperação, no concelho de Rio Maior, do moinho e casa do moleiro para funcionamento como unidade de turismo rural, aquisição de equipamentos para produção artesanal de enchidos e apoio ao desenvolvimento e empresas.

A concluir, o coordenador da APRODER relembra a riqueza ribatejana «que é uma região privilegiada, uma vez que, consegue reunir serra, bairro e lezíria». Além da gastronomia, e dos turismos rurais, na APRODER sugere-se uma visita pelas salinas de Rio Maior, passeios pelas ruas de Santarém, capital do gótico, e pelas rotas temáticas: a monumental, o vinho, o touro e o cavalo».

Relativamente à oferta turística em espaço rural, João Tomaz afirma que «evoluiu muito positivamente tanto em qualidade como em quantidade, desde o início do primeiro programa LEADER, em 1992».

 

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