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Santiago do Cacém - Município procura investimento privado

Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém vê o turismo como eixo fundamental para aquele concelho do litoral alentejano. O autarca aponta a falta de investimento privado e as acessibilidades como as maiores dificuldades para uma região que se quer afirmar através dos produtos praia e campo.

Sara Pelicano | sábado, 5 de Dezembro de 2009

«Nos últimos dois anos Santiago do Cacém passou de 700 para 900 camas turísticas». O facto denota a importância do turismo para a região, explica Vítor Proença. Contudo, a falta de acessibilidades, como estradas nacionais, a ausência de mais investimento privado e as carências no ordenamento do território colocam entraves aquele município alentejano. Dificuldades que, como referiu Vítor Proença, «a autarquia está a tentar ultrapassar».

O autarca de Santiago do Cacém em conversa com o Café Portugal  sublinhou o trabalho desenvolvido em «Cercal do Alentejo, onde há um grupo de proprietários de terrenos que estão a implementar um projecto de casas rurais com hipódromo e actividades ligadas à natureza. Precisamos de mais investimento privado de média, alta qualidade», confessa.

Vítor Proença relembrou a cultura, a gastronomia e a costa como «produtos estratégicos; uma combinação harmoniosa entre recursos do litoral e cultura». Deixou, contudo, uma advertência: «é necessário qualificar a zona costeira sem urbanizar em excesso». 

«O parque aventura Badoca Safari Park, a Lagoa de Santo André e o património edificado, como as ruínas romanas de Miróbriga são alguns dos locais a visitar no concelho», revelou o autarca. Para Vítor Proença a população está preparada para receber o turista: «o sector turístico é um dos motores da economia local».

Recorde-se que o Passeio de Jornalistas, que regressa à estrada nos dias 11 a 13 de Dezembro, vai percorrer o concelho de Santiago do Cacém. Ao Café Portugal, Vítor Proença, revelou que os profissionais da comunicação social vão, entre os aspectos já referidos, conhecer a gastronomia que se faz com muito peixe: «as massinhas de peixe e o marisco em pleno Alentejo, onde a carne costuma ser rainha», conclui. 


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