«Nos últimos dois anos Santiago do Cacém passou de 700 para 900 camas turísticas». O facto denota a importância do turismo para a região, explica Vítor Proença. Contudo, a falta de acessibilidades, como estradas nacionais, a ausência de mais investimento privado e as carências no ordenamento do território colocam entraves aquele município alentejano. Dificuldades que, como referiu Vítor Proença, «a autarquia está a tentar ultrapassar».
O autarca de Santiago do Cacém em conversa com o Café Portugal sublinhou o trabalho desenvolvido em «Cercal do Alentejo, onde há um grupo de proprietários de terrenos que estão a implementar um projecto de casas rurais com hipódromo e actividades ligadas à natureza. Precisamos de mais investimento privado de média, alta qualidade», confessa.
Vítor Proença relembrou a cultura, a gastronomia e a costa como «produtos estratégicos; uma combinação harmoniosa entre recursos do litoral e cultura». Deixou, contudo, uma advertência: «é necessário qualificar a zona costeira sem urbanizar em excesso».
«O parque aventura Badoca Safari Park, a Lagoa de Santo André e o património edificado, como as ruínas romanas de Miróbriga são alguns dos locais a visitar no concelho», revelou o autarca. Para Vítor Proença a população está preparada para receber o turista: «o sector turístico é um dos motores da economia local».
Recorde-se que o Passeio de Jornalistas, que regressa à estrada nos dias 11 a 13 de Dezembro, vai percorrer o concelho de Santiago do Cacém. Ao Café Portugal, Vítor Proença, revelou que os profissionais da comunicação social vão, entre os aspectos já referidos, conhecer a gastronomia que se faz com muito peixe: «as massinhas de peixe e o marisco em pleno Alentejo, onde a carne costuma ser rainha», conclui.